Com_traste

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Declaração de obito



Insana
A cama
Que pensando-se rio, ondula o leito
E eu navego em teu peito
E tu no meu te afundas
Demente
A gente
Que lançamos ancora sem haver cais
Prendemos os pulsos com nós
E as línguas com loucuras
Louca
A boca
Que se abre e fecha em gemidos
Que diz palavras fazendo corar os sentidos
E saliva gota a gota o mel
Felizes
Os corpos
Que depois desta insanidade
De viverem como dementes
E de tamanha loucura
Morrem
Como se não pudessem viver sem ser assim
E assinam em sintonia as declaração de óbito

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