Que separa o eu da minha contradição
Existe um vácuo instalado
Como um sopro por mim dado
De medo ou aflição
E nesse vazio me escondo
Nos dias que não sei quem ser
Enrosco-me aninhada
Calada
Como quem espera para nascer
E esse vazio enche-me
De qualquer coisa indefinida
Um eu que desconheço
Um outro sem vida
E aguardo
Como por milagre divino
Negando o poder que tenho sobre o destino
Covardemente
Espero as dores da expulsão
Para quase naturalmente
Sair
Dentro do meu próprio corpo
Em forma de mim ou da minha contradição

upssss
ResponderEliminarquase me vi, nas tuas palavras.
1bêjo