Com_traste

sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Do tempo...
No beiral
Onde o ninho da andorinha se aconchega
Onde a gota da chuva brinca
E a cal que outrora ardente agora esfria
Enamoram-se os meus olhos
Do tempo
Das memórias
Da beleza caiada
E nesse telhado que nos cobre
Crescemos tantas vezes no escuro
E talvez um trovão ou o vento
Acordem em nós o medo
O medo de ser grande demais para fazer ninho
Ou talvez...olhar como antes as gotas do beiral daquela casa
Terá um nome novo este pássaro
Que aninha agora no peito e ainda nem chegou a primavera
Será algo mais que chuva esta gota
Que cai como goteira interior ritmada
E aquela cor esbranquiçada
Cobre agora a nossa nuca
No beiral
Fazem ninhos
Todos os pássaros encantados
E assim é eterna a primavera
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