Com_traste

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Reencarnação


Era na mesa fria
Que deitada ela jazia
Mentido à vida
Morrendo um pouco
Num jeito rouco
Gemia
E da boca que gritava
A vida aos poucos embaciava
Toldando a visão
Como no deserto
O quente ao longe era perto
E mal morria surgia
Em boca de ousadia
Corpo de arco em triunfo
E nada mais existia
Era vida e morria
Era morte e vivia
Nua
Inteira
Escorregadia
Olhos em chamas e nada via
Uma e outra vez
ReEncarnava

2 comentários:

  1. Leio-te atentamente e reencarno nas tuas palavras tão humanas e intensas. Obrigado.

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