
Não me apetece ter mais vontade iguais a tantas outras
Nem dizer as palavras doces que já antes adocicaram outras bocas
Não me apetece ser assim… qualquer outra
Poderei alguma vez ser só e apenas ..a louca
E nem desejar
Nem querer
Nem sentir demais do que é esperado
Ser apenas ser..
Eu
Sem o meu Eu ser igualado
E depois o Tu Que me baralha o ser
Pensar ser assim, só por Eu em Ti me perder
E do Tu e Eu fazer um Nós
Sem outro Nós acontecer
Mas já tudo está inventado
E mesmo parecendo que não
O Eu e Tu deixa de ser invenção
Plagiado o Nós
Com mais que uma conjugação
Existe Um Tu e Eu
Um Eu e Tu
Um Tu e Ela
Um Eu e Ele
Um Tu e Elas
Um Eu e Eles
Todos… Nós.
E assim se perde a origem e originalidade do ser
Qualquer poeta escreveria igual
Qualquer actor fingiria a mesma dor
Qualquer Eu seria Tu
Qualquer Tu seria Eu
Todos ..Nós
E que me resta afinal se nem sei ser original?
Inventarei uma outra que ainda pensando ser louca
Se invente apenas Desigual.
Nesse dia não se repetirão palavras de Amor pelos poetas
Não se escutarão músicas já antes suspiradas
Nem se darão os beijos em bocas já pintadas
E se querer inventar o Amor for ousadia
Que se escreva amor sem a grafia
Que se amem os corpos sem poesia viciada.
Não quero ser cópia da vossa fantasia
Deixem-me ser o invento
A origem da poesia Ser a causa, a razão e primeira criação do Amor.
Depois?
Era alquimia e em cada novo amor uma outra forma se criava…
rodeado de vapores e cores
cheiros, liquidos nunca antes misturados E por fim a solução explodia e um novo amor se inventava
Desigual
E nenhum de Nós se repetia
:):):)
ResponderEliminarGostei!!!!
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