
Bebe mais um copo, dizes com sorriso maquilhado.
E eu bebo.
Fumo um cigarro enquanto do outro lado do meu ser te olho
Sei-te mentira!
Dás-me asco!
Contenho o vómito
E bebo sorrindo.
Olho cúmplice um outro olhar que sinto aberto
Puro
Verdade
Sei que me diz, "não bebas!"
Mas bebo...
Aceito o cálice pintado de ouro contendo o tóxico venenoso de ti
E bebo como quem domina a fera
Lentamente
Muito lentamente...
Confiante no antidoto da minha verdade
Controlo a vontade de jogar por terra o liquido
Bebo lentamente
Muito lenta..mente
E bebo sorrindo.
Olhos nos olhos
E só assim sei que entendes e não mais serei cobaia
Vitima
presa fácil
Agora bebo sim
controlo a irreverência que me caracteriza
Aprendi a conter a dor e já não vomito palavras de revolta
Não me desgasto
Não me consumo
Bebo, agora bebo sim
E depois serei eu que te diz...bebe!
Não por vinhança, mas por teres que morrer assim..
Bebe!!
(...)
ResponderEliminarUm Bj.
Admiro essa frieza de beber com a "falsidade" :)
ResponderEliminarEu seria incapaz de conter o vómito nessas situações. Aliás, seria improvável sentar-me e beber com alguém que me causasse essas náuseas... Enfim, não podendo esquivar-me, pedia uma água das pedras.
BB