44 Graus
Fazia à sombra do teu corpo
E só pedia mais um pouco de calor
http://www.youtube.com/watch?v=gZwByCflY4U
Com_traste
terça-feira, 17 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Mata Bicho
Querer entender o bicho
Que me forma
Come e consome
Mas que controlo
E conscientemente deixo sair
Não é compatível
Com o bicho que me come
Ou ao qual me dou a comer
Momentaneamente
Pela impossibilidade
De eu deixar de ser
O bicho que mesmo sendo bicho
Opta por viver e não apenas sobreviver
Há metamorfoses que não têm volta atrás
E depois de borboleta
Mesmo a lagarta irá querer voar
http://www.youtube.com/watch?v=F9m821h9W6A
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Uma...
Não me identifico
Não me peçam Bi ou numero que me obrigue a ser parte da vossa existência
Eu, um não tu
Um não outros
Um nós ausente
Apenas sou…e não gosto de me sentir assim, apenas
Há ao mesmo tempo que a certeza do desalinho
A incerteza da causa
Porque até vos consigo sorrir
Amar
Quase tanto quanto desprezo ou odeio
Vou a jogo com as mesmas cartas
Pervertendo as regras
Queria jogo limpo
E contamino-o com a arrogância da diferença
Escondida na manga
Nem pretendo ganhar
Jogo apenas porque tem que ser
Senão…morreria de solidão
Não me perguntem quem sou
Nunca o saberei
Não me perguntem gostos e desgostos
Baralham-se em mim e confundem-se
O que me identifica?
Um dedo indicador
Que tenho apontado ao próprio peito na maioria dos dias
Eu
Digo e repito
Eu
Quem és?
E talvez morra sozinha…sem nunca chegar a saber
terça-feira, 10 de julho de 2012
Uma vaga...ideia
O que dizer das horas vagas?
Ficar a boiar no tempo
Que vazio ondula
No calor da sombra do meu corpo
E tentar encaixar sem jeito
O que somos parados
Ausentes do cartaz que diz ocupado
Um nada fossilizado
Aguardando vaga alem das horas
Talvez na próxima onda
Possamos ir
À deriva
Disfarçadamente
Olhando a bússola
Como quem olha o relógio de pulso
Nas vagas horas
Em que só o bater do coração
Dá sentido aos ponteiros
Que orientam a vida
Compasso a compasso
De espera
O presente é o meu futuro
Já passou e nada
Nada em vagas
Vagarosas
Como concha aberta por navalha de ponta e mola
Que se jogou ao mar
Aguardando o grão de areia que nela se deite
E com um pouco de sorte
A vaga hora dará a volta ao destino
Numa pérola
Que servirá de adorno
E perdurará no tempo
No colar de contas iguais
Como os segundos
B A Bá
O corpo
É a palavra em sílabas decomposta
Quando soletro com a ponta dos dedos
A Derme
O que digo é o que sinto
Entre o significado e o significante
A língua usada
Na linguística em descoberta
Traduz em prazer toda a palavra de que somos feitos
Numa composição infantil
De como quem descreve o que quer ser quando for grande
E ilustra os conceitos complexos
Com a simplicidade do traço colorido
Em cornucópias de saliva e sémen
Comprovando a fertilidade da mente
Capaz de gerar todos os significados de um corpo
É a palavra em sílabas decomposta
Quando soletro com a ponta dos dedos
A Derme
O que digo é o que sinto
Entre o significado e o significante
A língua usada
Na linguística em descoberta
Traduz em prazer toda a palavra de que somos feitos
Numa composição infantil
De como quem descreve o que quer ser quando for grande
E ilustra os conceitos complexos
Com a simplicidade do traço colorido
Em cornucópias de saliva e sémen
Comprovando a fertilidade da mente
Capaz de gerar todos os significados de um corpo
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Tempus Fugit
O cronometro parece acelerado
Como se o tempo corresse por comando remoto
E a corrida de fundo é agora de cem metros
Obstáculos surgem caídos do nada
Estalagmites
Estalactites
De pura imaginação
E conscientemente salta-se
Esquiva-se o corpo
Ofegantes almas
Sorrindo à meta que se afasta a cada passo
Há asas de pombos correio que trazem bandeiras
Gritos de força em rostos estáticos
Hino entranhado nas veias que nos lembram o podium
O sol queima-nos os sonhos e a pele
Num fechar de olhos sentimo-lo queimar o peito como medalha
E a coroa de louros é agora de espinhos
Porque o pecado nos toldou a ambição
Está quase
Está quase lá
E num turbilhão entra-se na espiral da euforia
De braços abertos ao nada que é certo
Instintivamente beija-se o solo
E num ramo de flores destinadas a secar
Um cartão
De alguém desconhecido
Escrito em letra ilegível
Qualquer coisa…
E sorrimos em pranto
Fará todo o sentido
Para qualquer dos resultados possíveis
Seja como for
Chegamos ao fim
Como se o tempo corresse por comando remoto
E a corrida de fundo é agora de cem metros
Obstáculos surgem caídos do nada
Estalagmites
Estalactites
De pura imaginação
E conscientemente salta-se
Esquiva-se o corpo
Ofegantes almas
Sorrindo à meta que se afasta a cada passo
Há asas de pombos correio que trazem bandeiras
Gritos de força em rostos estáticos
Hino entranhado nas veias que nos lembram o podium
O sol queima-nos os sonhos e a pele
Num fechar de olhos sentimo-lo queimar o peito como medalha
E a coroa de louros é agora de espinhos
Porque o pecado nos toldou a ambição
Está quase
Está quase lá
E num turbilhão entra-se na espiral da euforia
De braços abertos ao nada que é certo
Instintivamente beija-se o solo
E num ramo de flores destinadas a secar
Um cartão
De alguém desconhecido
Escrito em letra ilegível
Qualquer coisa…
E sorrimos em pranto
Fará todo o sentido
Para qualquer dos resultados possíveis
Seja como for
Chegamos ao fim
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Filhos da puta
A verdade é um puta meus amigos
E nós sorrimos ao vê-la vender-se
Viramos a cara para maior privacidade da pouca vergonha
A dignidade?
Nasceu de um grande amor
Quando a puta se deitou com um doutor
E este a renegou
Eu amo a puta
E quero-a só minha
Mas dela dependem muitas filhas
E pelo pão na mesa e com alguma dor
Dá todo o corpo e valor
Em troca de migalhinhas
A verdade é minha eu sei
Eu vi como se deitou na esteira da rua
Na casa abrigo
No lar dos quase mortos
No quarto da maltratada
Na cabana do cigano tatuado
No braço do drogado
E é dela que gosto
Por ser a puta mais pura deste mundo
Mas foi quando se deitou com o rei
Que a puta verdade ele matou
E com coroas de ouro a transformou
E agora a verdade foi vendida
E na puta desta vida
Não há outra verdade
Que aquela que eu pari
Filho que eu própria fiz
E que ele próprio roubou
E nós sorrimos ao vê-la vender-se
Viramos a cara para maior privacidade da pouca vergonha
A dignidade?
Nasceu de um grande amor
Quando a puta se deitou com um doutor
E este a renegou
Eu amo a puta
E quero-a só minha
Mas dela dependem muitas filhas
E pelo pão na mesa e com alguma dor
Dá todo o corpo e valor
Em troca de migalhinhas
A verdade é minha eu sei
Eu vi como se deitou na esteira da rua
Na casa abrigo
No lar dos quase mortos
No quarto da maltratada
Na cabana do cigano tatuado
No braço do drogado
E é dela que gosto
Por ser a puta mais pura deste mundo
Mas foi quando se deitou com o rei
Que a puta verdade ele matou
E com coroas de ouro a transformou
E agora a verdade foi vendida
E na puta desta vida
Não há outra verdade
Que aquela que eu pari
Filho que eu própria fiz
E que ele próprio roubou
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