
Ata-me ao leito do teu corpo
Aperta-me os ossos contra os teus
Afoga-me
Não dês perdão
A quem não sabe ser apenas ..
SER
Para que serve os dedos que te tocam?
As mão que atam as tuas em forma de Nós?
Venda-me algo mais que as vistas
Venda-me a alma desgraçada
Não mereço ter visão para lá das pequenas coisas
Para lá da vida
Que atrevida..ao querer e não querer
Venda-me o corpo que se derrete no toque
Ata-o com panos negros
Não o deixes solto..não se soltem os medos.
Venda-me os lábios que têm visto os teus ao longe
Ata-os com panos quentes, para que queimem os beijos que não sentes
Venda-me os olhos ainda
Ata-os com panos dobrados, que se ceguem as miragens
Que deixem de ver
Depois de corpo preso
De alma atada
Que se atreva esta malvada a te voltar a perder.
Vem..Dada .. SER.
Vem..dada, mas com amplitude de visão para lá das pequenas coisas... muito para além do que panos quentes e dobrados impediriam de ver, ou de SER!
ResponderEliminarIncessante Procura do Nada...