O silêncio
O escuro
Enchem os dias e as noites de palavras
Não ditas
Não escritas
Nunca escutadas
Num eco clarividente
Da vida
E essa enchente comprova a nossa humanidade
Talvez um dia sejam verbalizadas
Escritas
Escutadas
E nesse acto nos demos a conhecer a outros
Ou
Num abraço se evitem as diferenças de linguagem e de audição
Talvez seja mesmo isso
Os gestos são a nossa identidade
Mesmo quando estamos estáticos
Vazios
Escuros
E em silêncio
Escutemos o eco dos gestos
Talvez se repitam abraços...aços...aços...aços...aços
Para sempre

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